Terapia cognitivo comportamental pode ajudar no tratamento da Amaxofobia

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Terapia cognitivo comportamental

O método se propõe a mudar a forma com que o paciente pensa sobre uma situação ou objeto temido. Ao mudar os pensamentos, pode mudar a forma como essas pessoas se sentem.

Não é difícil encontrar pessoas que afirmam que só de pensar em dirigir já entram em pânico. Há quem fique com as pernas trêmulas, quem chore ou fique paralisado, a Amaxofobia traz diferentes reações ao ser humano. A boa notícia é que mudar esse comportamento é possível. Um dos métodos mais indicados é a Terapia Cognitivo Comportamental.

No artigo de hoje vamos entender um pouco mais sobre a técnica, qual o seu programa de tratamento e porque ela tem sido considerada uma das linhas de psicoterapia mais indicadas para o tratamento dos medos e fobias.

O que é a terapia cognitivo comportamental?

Também conhecida como TCC, a Terapia Cognitivo Comportamental foi desenvolvida nos anos 1960, pelo psicólogo americano Aaron Beck.

Trata-se de um método mais ativo que envolve um conjunto de técnicas e estratégias que tem a finalidade de mudar padrões de pensamento e de comportamento.

Ela explica que o que nos afeta, na verdade, não são os acontecimentos em si. Mas sim, a forma como nós os interpretamos.

Para que esse processo fique mais claro vamos à um exemplo:

Imagine uma pessoa que está aprendendo a dirigir e que durante esse processo, digamos que ela tenha uma experiência ruim. Esse acontecimento, dependendo do jeito que ela encarar esse trauma, pode gerar pensamentos ruins e exagerados, que podem inclusive fazer com que ela desista de dirigir. E é aí que entra a Terapia Cognitivo Comportamental.

Como ela ajuda a superar o medo de dirigir?

Pessoas com Amaxofobia, ou fobia de dirigir costumam se sentir desmotivados, incapazes, inseguros ou frustrados por não conseguirem sozinhos superar o medo que têm de encarar o volante.

Para apoiar esses pacientes, tanto na identificação do transtorno como no tratamento eles têm como alternativa a Terapia Cognitivo Comportamental. Ela é um dos recursos mais indicado por ter como propósito mudar a forma com que as pessoas pensam sobre a situação ou objeto temido.

“A forma como pensamos influencia a maneira como sentimos. Portanto, mudar o modo como pensamos pode mudar como nos sentimos”, resume o psiquiatra Aaron T. Beck, no livro The Anxiety and Worry Workbook (“O Manual da Ansiedade e da Preocupação”, inédito no Brasil).

O tratamento é breve e focal, indicado principalmente para tratar fobias, mas também o transtorno compulsivo-obsessivo (TOC), a dependência química, e outros transtornos.

As sessões duram em média 40 a 50 minutos e tem duração de poucos meses. Geralmente é psicólogo que vai indicar a média de sessões de acordo com o transtorno que está sendo tratado.

Técnicas complementares potencializam esses resultados

Técnicas de relaxamento, hipnose, realidade virtual e o enfrentamento gradativo são algumas técnicas que podem ser usadas como suporte para o tratamento.

Combinadas a Terapia Cognitivo comportamental elas ajudam para que o paciente vá aos poucos relaxando, e ganhando confiança para encarar o objeto do seu medo.

Onde encontrar ajuda?

Pessoas que sofrem com o medo de dirigir, quando percebem que essas sensações estão incomodando e atrapalhando a vida, tanto pessoal quanto profissional devem procurar ajuda.

Neste caso o Psicólogo é o profissional mais indicado. Esse profissional vai ajudar para que o paciente amplie a consciência que tem acerca de si mesmo, propondo mudanças no modo com que o sujeito se comporta diante de determinadas situações.

Para a escolha do profissional, alguns fatores devem ser levados em conta, como o registro profissional e o método de psicoterapia que utilizada. Mas, isso é assunto para outro artigo. Continue com a gente!

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